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terça-feira, 29 de março de 2011

Virgindade de Maria

Virgindade de Maria
Parentes eram chamados de irmãos?

Não raro leio o seguinte argumento: “Naquele tempo os parentes eram chamados de irmãos”. Com isso, alguns tentam justificar a virgindade de Maria e dar uma interpretação particular ao teor de Mateus 13.55-56:

“Não é ele o filho do carpinteiro? E não se chama a mãe dele Maria e seus irmãos Tiago, José, Simão e Judas? E as suas irmãs não vivem todas entre nós? Mateus 13.55-56

É assim que está na BÍBLIA DE JERUSALÉM, Paulus Editora, 1973, 8a impressão em janeiro/2000, rubricada em 1.11.1980 por Paulo Evaristo Arns, Arcebispo Metropolitano de São Paulo. O trabalho de tradução foi “realizado por uma equipe de exegetas católicos e protestantes e por um grupo de revisores literários”.

Leiam o que está escrito nessa mesma bíblia aprovada pela Igreja Católica:
“Saúdam-vos Aristarco, meu companheiro de prisão, e Marcos, primo de Barnabé...” (Colossenses 4.10a).
De igual modo está na Bíblia Sagrada, aprovada pela igreja romana, edição ecumênica, BARSA, 1977, tradução do Padre Antonio Pereira de Figueiredo, com notas do Mons.José Alberto L. de Castro Pinto, bispo auxiliar do Rio de Janeiro: “Marcos, primo de Barnabé...”.
As bíblias acima citadas, aprovadas pela Igreja Católica, também não aceitam a perpétua virgindade de Maria. Vejamos o que diz Mateus 1.25: “E [José] não a conheceu [Maria] até o dia em que ela deu á luz um filho, e ele o chamou com o nome de Jesus”. Comentário da Bíblia [católica] de Jerusalém:

“O texto não considera o período ulterior [depois do parto] e por si não afirma a virgindade perpétua de Maria [grifo meu], mas o resto do Evangelho, bem como a tradição da Igreja, a supõem”.

Em outras palavras, os exegetas católicos, que trabalharam na edição da referida Bíblia, reconheceram o óbvio, ou seja, que até o nascimento de Jesus, José e Maria não se “conheceram”. Todavia, dizem bem quando entendem que a Tradição “supõe”, isto é, o dogma da perpétua virgindade de Maria é uma suposição, não uma realidade bíblica.
Vejamos o comentário da Bíblia Sagrada, BARSA/1977, acima citada, também aprovada pela igreja de Roma, sobre o mesmo versículo:

“Enquanto (ou até que): esta palavra portuguesa traduz o latim donec e o grego heos ou, que por sua vez estão calcados sobre a expressão hebraica ad ki que se refere ao tempo anterior a esse limite sem nada dizer do tempo posterior, cf. Gn 8.7; Sl 109.1; Mt 12.20; 1 Tm 4.13. A tradução exata seria: “sem que ele a tivesse conhecido, deu à luz...”, pois a nossa expressão “sem que” tem o mesmo valor”;

A referida Bíblia Católica afirmou que o “ATÉ” não foi além do nascimento de Jesus, ou seja, enquanto grávida e até dar à luz não houve “conhecimento” mútuo do casal. A expressão “se refere ao tempo anterior a esse limite – até – sem nada dizer ao "tempo posterior”.
Então, para dar sustentação à virgindade perpétua de Maria, isto é, virgem antes e depois de dar à luz Jesus, faz-se necessário que apresentem argumentos mais consistentes. Primeiro, precisam desmentir os comentários acima, da própria Igreja Católica, inseridos em bíblias com sua chancela. Segundo, explicar a razão de constar dessas bíblias a palavra “primo”, em lugar de parentes, como sustentam.
O mais sensato, a meu ver, é admitir que não houve mandamento divino que impedisse o casal José e Maria de ter filhos; que santidade e maternidade não são excludentes; que, no casamento, procriar não é pecado; que após o nascimento de Jesus, o casal José e Maria foi abençoado com muitos filhos.

sexta-feira, 4 de março de 2011

Compreendendo a mordomia

Compreendendo a Mordomia
Se tudo o que somos e temos pertence a Deus, então devemos viver como bons mordomos, administrando bem o que é do Senhor. O Dicionário Aurélio define “mordomo” como sendo “o serviçal encarregado da administração duma casa”. É alguém que cuida do que não é seu. Jesus usou o conceito de mordomia, aplicando-o a nós:
“Disse o Senhor: Quem é, pois, o mordomo fiel e prudente, a quem o senhor confiará os seus conservos para dar-lhes o sustento a seu tempo? Bem-aventurado aquele servo a quem seu senhor, quando vier, achar fazendo assim. Verdadeiramente vos digo que lhe confiará todos os seus bens. Mas se aquele servo disser consigo mesmo: Meu senhor tarda em vir, e passar a espancar os criados e as criadas, a comer, a beber, e a embriagar-se, virá o senhor daquele servo em dia que não o espera, e em hora que não sabe, e castigá-lo-á, lançando-lhe a sorte com os infiéis.” (Lucas 12.42-46)
PRATICANDO A BOA MORDOMIA
Embora nesta parábola Jesus estivesse se referindo principalmente a coisas espirituais, Ele não deixou de incluir o aspecto natural e financeiro, uma vez que os nossos bens também são d’Ele. Prestaremos contas do que fizermos com o que Ele nos deu. A nossa vida, família, casa, e bens são do Senhor, e devemos administrar tudo isto como algo que Ele nos confiou.
Uma parte do nosso dinheiro volta a Deus na forma de contribuições, mas o restante não deixa de pertencer d’Ele e deve ser usado da maneira correta, bem administrado. Este é um princípio que deve ser entendido e vivido, antes mesmo da contribuição, que é só um pequeno aspecto da mordomia. Ao lermos a Parábola dos Talentos (Mt 25.14-30), encontramos este conceito de mordomia, que se aplica a todas as áreas das nossas vidas, inclusive a financeira.
Honrar ao Senhor com os nossos bens inclui a boa mordomia. Deus nos confia o que é d’Ele e ainda nos dá a liberdade de usufruirmos o que nos foi confiado:
“E, chamando dez servos seus, deu-lhes dez minas e disse-lhes: Negociai até que eu venha.” (Lucas 19.13)
No entanto, o fato de Ele nos deixar a escolha e a decisão do que faremos com o que Ele nos concede não significa que não haja uma forma correta de administrarmos o que é d’Ele.
O QUE DEUS ESPERA DE SEUS MORDOMOS?
O ensino de Jesus reflete princípios claros. Ele mostrou que Ele esperava a fidelidade da parte dos Seus mordomos:
“Quem é fiel no mínimo também é fiel no muito; quem é injusto no mínimo também é injusto no muito.” (Lucas 16.10)
Observe que Jesus não Se refere apenas à honestidade, mas também à fidelidade. Isto significa que o bom mordomo não é só o que não rouba ou lesa o seu senhor, mas também o que se mantém no propósito que lhe foi confiado. É mais do que lealdade e confiança! É dedicação ao que foi combinado! Deus espera mais de nós do que simplesmente boa vontade e sinceridade! Ele espera que sigamos as instruções que Ele nos deu e o propósito revelado em Sua Palavra!
“Que os homens nos considerem como ministros de Cristo e despenseiros dos mistérios de Deus. Além disso, requer-se nos despenseiros que cada um se ache fiel.” (1 Coríntios 4.2)
A única forma de sermos fiéis ao Senhor como mordomos é entendendo o que Ele espera de nós, e isto está registrado em Sua Palavra. A mordomia não envolve somente a administração correta dos nossos bens, mas também dos dons e ministérios que o Senhor confiou a cada um de nós:
“Cada um administre aos outros o dom como o recebeu, como bons despenseiros da multiforme graça de Deus.” (1 Pedro 4.10)
Porém, a nossa relação com o nosso dinheiro e bens materiais é um excelente termômetro da atitude do nosso coração com relação à mordomia de forma geral.
A PRESTAÇÃO DE CONTAS
Cristo também nos ensinou que a mordomia é um cuidado temporário do que pertence a uma outra pessoa e que o verdadeiro dono exigirá uma prestação de contas da administração depois.
“E dizia também aos seus discípulos: Havia um certo homem rico, o qual tinha um mordomo; e este foi acusado perante ele de dissipar os seus bens. E ele, chamando-o, disse-lhe: Que é isso que ouço de ti? Presta contas da tua mordomia, porque já não poderás ser mais meu mordomo.” (Lucas 16.1,2)
Temos exemplos bíblicos de uma boa mordomia sendo louvada e também de uma má mordomia sendo punida. Ninguém pode fugir da prestação de contas. Vemos isto nos exemplos que Jesus deu na Parábola das Dez Minas e na Parábola dos Talentos:
“E aconteceu que, voltando ele, depois de ter tomado o reino, disse que lhe chamassem aqueles servos a quem tinha dado o dinheiro, para saber o que cada um tinha ganhado, negociando.” (Lucas 19.15)
“E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e ajustou contas com eles.” (Mateus 25.19)
Esta é uma ênfase encontrada em toda a Bíblia. Na Carta aos Hebreus, fica evidente que a prestação de contas é para todos, e que nada passará despercebido aos olhos de Deus:
“E não há criatura que não seja manifesta na sua presença; pelo contrário, todas as coisas estão descobertas e patentes aos olhos daquele a quem temos de prestar contas.” (Hebreus 4.13)
SEGUNDO A CAPACIDADE DE CADA UM
Alguns ficam com medo da prestação de contas, como se não fossem capazes de lidar com o que Deus lhes confiou, mas há um princípio inquestionável na mordomia instituída por Deus: Ele, em Sua sabedoria e justiça, nunca pedirá a ninguém para fazer alguma coisa que não consiga fazer.
Ele nunca trata conosco da mesma maneira com que Ele trata com outros, como que lidando por atacado. Ele conhece as nossas limitações e também a nossa capacidade. Ele sabe que não somos iguais uns aos outros e que uma soma de fatores coloca a cada um de nós em posições bem diferentes diante d’Ele.
“Porque isto é também como um homem que, partindo para fora da terra, chamou os seus servos, e entregou-lhes os seus bens, e a um deu cinco talentos, e a outro, dois, e a outro, um, a cada um segundo a sua capacidade, e ausentou-se logo para longe.” (Mateus 25.14,15)
O conselho divino dado a Faraó, por uma palavra de sabedoria pela boca de José, foi que era necessário alguém capaz, para assumir a mordomia da colheita dos sete anos de prosperidade que estavam por vir:
“Portanto, Faraó se proveja agora de um varão inteligente e sábio e o ponha sobre a terra do Egito.” (Gênesis 41.33)
De modo semelhante, Deus, que inspirou esta palavra dada por José, escolhe pessoas de capacidade para darem conta do que Ele lhes confiará. Primeiramente, Deus nos dá a capacidade, e depois Ele nos confia algo. Mesmo assim, Ele jamais nos deixa entregues à nossa própria capacidade, mas Ele mesmo Se incumbe de nos capacitar ainda mais para podermos fazer a Sua obra. Paulo falou disto, escrevendo aos irmãos da Igreja de Corinto:
“E é por Cristo que temos tal confiança em Deus; não que sejamos capazes, por nós, de pensar alguma coisa, como de nós mesmos; mas a nossa capacidade vem de Deus, o qual nos fez também capazes de ser ministros dum Novo Testamento, não da letra, mas do Espírito; porque a letra mata, e o Espírito vivifica.” (2 Coríntios 3.4-6)
Estas palavras não retratam alguém com uma consciência de capacidade própria, mas justamente o contrário! Precisamos entender que, no que diz respeito a nossos bens e recursos materiais, Deus também nos dará a capacitação para correspondermos ao Seu propósito. Mas isto não cairá do Céu, como uma fruta madura cai de uma árvore. É preciso buscarmos isto de Deus. Este é o conselho que recebemos de Tiago:
“E, se algum de vós tem falta de sabedoria, peça-a a Deus, que a todos dá liberalmente e não o lança em rosto; e ser-lhe-á dada.” (Tiago 1.5)
Assim como devemos buscar a sabedoria do alto mediante a oração e a fé, assim também devemos buscar o entendimento bíblico mediante o estudo e a meditação. Desta forma, alcançaremos uma boa mordomia!

terça-feira, 1 de fevereiro de 2011

Motivação o verdadeiro sucesso

Identificando e Derrotando o Inimigo Invisível - Distração
Lucas 2.41-49

Este texto tem algo especial. Inicialmente parece que é um problema familiar em escala menor. Mas também alguém poderia distorcer o texto, afirmando que Jesus era um filho desobediente, pois quando os pais encontram Jesus lhe diz: “Filho, por que fizeste assim conosco? Teu pai e eu, aflitos, estamos à tua procura.” Mas qual pai que não reagiria assim? Os pais deveriam estar desesperadamente preocupados. Mas Jesus respondeu as seus pais de forma dura: “Por que me procuráveis? Não sabíeis que me cumpria estar na casa de meu Pai?” Por que Jesus respondeu desta forma?
A primeira viagem que Jesus fez, foi ainda no ventre da mãe, de Nazaré a Belém. Ela foi marcada por muito cuidado e apreensão com a gestante. E foi dificultada por não encontrar nenhuma estalagem para ela dar a luz. Foi uma viagem demorada, pois Maria grávida, José viajou lentamente tendo toda a atenção voltada para Maria.
A segunda viagem que Jesus fez, foi quando era recém-nascido. Estava fugindo de Belém para o Egito, pois Herodes deu ordem de matar todos os meninos recém-nascidos. Esta viagem também estavam tensos. Maria tinha que amamentar, proteger a criança do sol, dos ventos, da areia e etc. Tinham que buscar abrigos no meio da viagem. Era uma viagem difícil, que deveriam recobrar a atenção.
Mas a terceira viagem só foi festa. Era uma viagem de Nazaré a Jerusalém. E enquanto as duas primeiras exigia atenção redobrada e havia muita apreensão e medo, esta só era festa por algumas razões:
• Não era uma viagem obrigatória para o recenseamento
• não era uma viagem onde Maria estava gestante
• Não precisava mais improvisar um parto numa estrebaria
• Não precisava mais temer os soldados romanos, que procuravam matar crianças.

O clima que antecedia esta viagem também era de alegria. Em Lucas 2.40 diz:

“Crescia o menino e se fortalecia, enchendo-se de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele.” Lucas 2.4

Havia um crescimento equilibrado.
Nesta última viagem o menino já tinha doze anos. Era só celebração. José era um judeu devoto, um cumpridor da Lei, pois em Dt 16.16 diz:

“três vezes no ano, todo varão entre ti aparecerá perante o Senhor, teu Deus, no lugar que escolher, na Festa dos Pães Asmos, e na Festa das Semanas, e na Festa dos Tabernáculos; porém não aparecerá de mãos vazias perante o SENHOR;” Dt 16.16

Havia três convocações no ano. E uma delas era a Páscoa que durava uma semana. Lá estava uma família alegre. Mas Jesus se perdeu dos pais. E o versículo 44 nos narra da seguinte forma:

“Pensando, porém, estar ele entre os companheiros de viagem, foram caminho de um dia e, então, passaram a procura-lo entre os parentes e os conhecidos;” Dt 16.44

E nesta viagem, diferente das outras duas, um perigo rondava aquela família. Não era visível, não era ameaçador, não era verbal. Mas era real e letal. Hoje ainda ele aparece muito mais sofisticado: internet, Televisão, revistas, telefones e etc. É a distração.
Há momentos que são sutis e que podem nos distrair de um determinado foco. Devemos identificar e destruir este inimigo invisível, que é a distração. José e Maria se distraíram com o bate-papo no retorno. Conversavam alegremente com os amigos. Já não era mais uma viagem como as anteriores. Mas eles foram além da conta. A distração tomou conta deles, e por isso não perceberam que Jesus não estava com eles. Eles andaram um dia inteiro para darem falta de Jesus.
É possível perder Jesus, estando bem perto dele. Mesmo convivendo com Ele. Na nossa distração, perdemos contato com o Senhor e a comunhão com Deus. O que tem me distraído? A distração nos enreda de uma forma tão sutil, que não percebemos e quando nos damos conta, perdemos Jesus de vista.
O texto não diz que o grupo que papeava com eles, voltou para Jerusalém, para ajudar a encontrar Jesus. Quem está roubando seu tempo, vai te deixar numa furada. A Bíblia está cheia de exemplos de pessoas que se distraíram. Acã se distraiu com uma capa babilônica, Geazi com os presentes do General Naamã, Êutico se deixou levar pelo sono, enquanto Paulo pregava.
Quanto tempo você está perdendo na televisão? O que está te distraindo? Existem conversas que é para te seqüestrar da presença de Deus. Existem pessoas que foram vencidas pela distração. Muita gente está aceitando a distração sem perceber.

quarta-feira, 22 de dezembro de 2010

A Biblía

A Bíblia é o Livro dos livros, é o livro mais lido e mais vendido do mundo e a diferença dela entre os demais livros é: é o único livro e o autor é Deus, real interprete é o Espírito Santo, e sua mensagem é o próprio Jesus Cristo. Sendo Ele o tema central. A Bíblia contém a mente de Deus. O estado do homem à ruína dos impertinentes e a eterna felicidade dos crentes em Cristo. Sua doutrina é santa seus preceitos obrigatórios. Suas histórias verdadeiras e suas decisões imutáveis. Leia a Bíblia para ser sábio. Creia nela para estar seguro, e pratique ela para ser santo. Ela contém a luz para dirigi-lo. Alimento para sustenta-lo e armadura para defendê-lo.O autor de um livro é a melhor pessoa que pode explica-lo. E a Bíblia é o único livro que o autor esta presente quando lido. É o livro mais fácil e ao mesmo tempo mais difícil, simples ao mesmo tempo complexo. Não basta apenas ler suas palavras e analizar suas declarações é preciso conhecer e amar o autor da Bíblia. Conhecendo o autor será mais fácil conhecer a Bíblia. Ela possui 66 livros, 1189 capítulos, 31173 versículos, 773.692 palavras e 3.566.480 letras conforme a tradução.O nome sagrado de Deus aparece 6.855 vezes na Bíblia. É o livro mais lido e vendido do mundo 90% da população mundial tem condições de ler a Bíblia, ela foi traduzida para mais de dois mil idiomas.
A Bíblia* O livro maior é o dos Salmos, com 150 capítulos.
* O livro menor é II João.
*O capítulo maior é Salmos 119.
*O capítulo menor é salmos 117.
*O capítulo 37 de Isaías e o 19 de II Reis são iguais.
*Foram usados três idiomas em sua confecção: Hebraico, grego e aramaico.
* Foi escrita em aproximadamente 1600 anos, por uns 40 autores e contém 66 livros.
* A Palavra SENHOR é encontrada na Bíblia 1853 vezes e REVERENDO 1 vez no Salmo 111:9.* O verso maior é Ester 8:9.* O verso menor é Êxodo 20:13.
* O verso central é Salmos 118:8.
* Texto áureo da Bíblia: João 3:16A tradução grega da palavra Bíblia (biblia (pl.)) significa livros. Seu tempo de composição durou aproximadamente 1600 anos, com um total de 40 autores aproximadamente. Possui 66 livros, divididos em Velho Testamento com 39 livros e Novo Testamento com 27 livros, assim classificados: Históricos - Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números. Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Poéticos - Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos. Proféticos - (Maiores) Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel, (Menores) Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João. Históricos - Atos. Cartas de Paulo - Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon. Cartas Gerais - Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas. Profético - Apocalipse.As divisões da Bíblia facilitam sua memorização. Não se deve pensar que somente os proféticos é que têm profecia, ou só os poéticos só têm poesia, ou os doutrinários (Epístolas) só doutrinas; da mesma forma os históricos não são apenas para relatar fatos, assim como não há muitos fatos históricos. Cada livro da Bíblia deve ser estudado convenientemente para que o seu ensino seja apreendido. Sem dúvida alguma a Bíblia é uma biblioteca extraordinária!

A Bíblia* O livro maior é o dos Salmos, com 150 capítulos.
* O livro menor é II João.
* O capítulo maior é Salmos 119.
* O capítulo menor é salmos 117.
* O capítulo 37 de Isaías e o 19 de II Reis são iguais.
* Foram usados três idiomas em sua confecção: Hebraico, grego e aramaico.
* Foi escrita em aproximadamente 1600 anos, por uns 40 autores e contém 66 livros.
* A Palavra SENHOR é encontrada na Bíblia 1853 vezes e REVERENDO 1 vez no Salmo 111:9.* O verso maior é Ester 8:9.* O verso menor é Êxodo 20:13.
* O verso central é Salmos 118:8.* Texto áureo da Bíblia: João 3:16A tradução grega da palavra Bíblia (biblia (pl.)) significa livros. Seu tempo de composição durou aproximadamente 1600 anos, com um total de 40 autores aproximadamente. Possui 66 livros, divididos em Velho Testamento com 39 livros e Novo Testamento com 27 livros, assim classificados: Históricos - Gênesis, Êxodo, Levíticos, Números. Deuteronômio, Josué, Juízes, Rute, I e II Samuel, I e II Reis, I e II Crônicas, Esdras, Neemias e Ester. Poéticos - Jó, Salmos, Provérbios, Eclesiastes e Cânticos dos Cânticos. Proféticos - (Maiores) Isaías, Jeremias, Lamentações de Jeremias, Ezequiel e Daniel, (Menores) Oséias, Joel, Amós, Obadias, Jonas, Miquéias, Naum, Habacuque, Sofonias, Ageu, Zacarias e Malaquias. Evangelhos - Mateus, Marcos, Lucas e João. Históricos - Atos. Cartas de Paulo - Romanos, I e II Coríntios, Gálatas, Efésios, Filipenses, Colossenses, I e II Tessalonicenses, I e II Timóteo, Tito e Filemon. Cartas Gerais - Hebreus, Tiago, I e II Pedro, I, II e III João e Judas. Profético - Apocalipse.As divisões da Bíblia facilitam sua memorização. Não se deve pensar que somente os proféticos é que têm profecia, ou só os poéticos só têm poesia, ou os doutrinários (Epístolas) só doutrinas; da mesma forma os históricos não são apenas para relatar fatos, assim como não há muitos fatos históricos. Cada livro da Bíblia deve ser estudado convenientemente para que o seu ensino seja apreendido. Sem dúvida alguma a Bíblia é uma biblioteca extraordinária!

segunda-feira, 16 de agosto de 2010

Ajustando o foco.

Ajustando o Foco
Marcos 9.16–24
Este texto narra com detalhe este milagre. E o problema no texto era o menino. Os sintomas e o diagnóstico apontavam para o menino. Jesus estava descendo do monte com três discípulos e deve ter percebido aquele ajuntamento tumultuado de pessoas. Ao procurar saber do que tratava, o pai do menino logo diz:
“Mestre, trouxe-te o meu filho, possesso de um espírito mudo; e este, onde quer que o apanha, lança-o por terra, e ele espuma, rilha os dentes e vai definhando. Roguei a teus discípulos que o expelissem, e eles não puderam.”
Jesus lhes respondeu: “Ó geração incrédula, até quando estarei convosco? Até quando vos sofrerei? Trazei-mo.”
Os discípulos já tinham recebido uma outorga para expulsarem demônios, inclusive já tinham passado por esta experiência. E Jesus vira para o pai e lhe pergunta sobre quanto tempo o menino agia desta forma, e o pai responde que foi desde a infância. Mas o pai disse mais:

“e muitas vezes o tem lançado no fogo e na água, para o matar; mas, se tu podes alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos.”

Jesus se indignou com esta fala do pai quando diz: “se tu podes alguma coisa,...” a resposta de Jesus demonstrou para o pai, que o problema em si não era o filho, mas a incredulidade deste pai. Jesus, entrelinhas, estava dizendo que já por muito tempo, o filho poderia estar curado. Jesus tirou o foco que estava na direção errada. O problema não era o menino, era o pai incrédulo.
Quantas vezes pessoas passam anos e anos gastando tempo e energia sobre aquilo que acham que é o problema. O milagre do filho poderia ter acontecido lá no início, se o pai tivesse fé. Existem pessoas que sabe detalhar o problema e até divide a culpa com alguém: “ah, eu seria uma melhor pessoa, se a minha igreja fosse diferente.... ah, seria melhor pai, se a minha esposa agisse como quero.... ah, não cresço nesta firma, porque o problema é o patrão...” Mas o problema em si pode ser você! Você que chega atrasado todos os dias. E se sente perseguido no trabalho. Você que não cria mais nenhum romance com a esposa, e acha que ela mudou as atitudes....
Nós precisamos ajustar o nosso foco. É fácil colocar a culpa no próximo.
Será que não estou deixando o problema ficar crônico, por não enxergar qual o foco devo ter?
Será que o meu esforço espiritual não está errado? Será que não estou orando demais por situações ou pessoas, em que a mudança não está nela, mas em mim?
O versículo 24 diz:

“E imediatamente o pai do menino exclamou (com lágrimas): eu creio! Ajuda-me na minha falta de fé!” Marcos 9.24

Que Deus venha ministrar sobre a sua vida, mas que você faça como este pai: imediatamente responda ao que Deus lhe falou, e mude seu foco!



quinta-feira, 12 de agosto de 2010

Dinheiro no saco furado


O Saco Furado

Uma das mais profundas razões da falta de prosperidade financeira é abordada na Bíblia como tendo sua raiz no egoísmo e na falta de sensibilidade para com aquilo que deve ser feito em prol da Casa e do Reino de Deus.

Nos dias de Ageu

Vemos nos dias do profeta Ageu que o povo que voltara do cativeiro babilônico se encontrava sem disposição alguma de reedificar o templo do Senhor. Davam desculpas a respeito de sua responsabilidade, mas ao mesmo tempo edificavam suas próprias casa para seu próprio conforto. E Deus protestou contra isto:

“Assim fala o Senhor dos Exércitos: Este povo diz: Não veio ainda o tempo, o tempo em que a Casa do Senhor deve ser edificada. Veio, pois, a palavra do Senhor, por intermédio do profeta Ageu, dizendo: Acaso, é tempo de habitardes vós em casas apaineladas, enquanto esta casa permanece em ruínas?” - Ageu 1:2-4

Muita gente passa toda a sua vida pensando unicamente em si mesmo, sem se dispor a fazer nada para Deus. Trabalham somente pelo seu conforto e fazem tudo para estarem em tranqüilidade, mas não conseguem se dispor para servir a Deus. Muitas vezes não entendemos que enquanto estamos correndo atrás de nossas próprias coisas, o Senhor está esperando algo diferente de nós. Foi o que Deus disse ao seu povo por meio do profeta Ageu:

“Subi ao monte, trazei madeira e edificai a casa; dela me agradarei e serei glorificado, diz o Senhor”. - Ageu 1:8

Mas Deus protesta contra a atitude do povo e demonstra esperar que eles se envolvessem na sua obra. E revela também que a razão de não estarem prosperando (pelo contrário, acabam vendo seus bens e provisão misteriosamente desaparecer) era o fato de não se importarem com a sua Casa.

“Tendes semeado muito e recolhido pouco; comeis, mas não chega para fartar-vos; bebeis, mas não dá para saciar-vos; vestis-vos, mas ninguém se aquece; e o que recebe salário, recebe-o para pô-lo num saquitel furado”. - Ageu 1:6

Muito esforço e pouco resultado. Falta de realização na dimensão de conquistas alcançadas. Insuficiência. Tudo isto é visto na vida do povo hebreu dos dias do pós-exílio babilônico. E a mais contundente afirmação de perdas materiais e financeiras inexplicadas: o saquitel furado. Mesmo aquilo que tenta se guardar ou economizar some como se depositado num saco furado. Vaza como areia seca por entre os dedos.

Estes não são apenas sintomas de um momento de crise econômica, e sim de ausência da bênção do Senhor. Precisamos aprender a edificar com a bênção de Deus. Fazer algo sozinho ou debaixo da graça do Pai Celeste têm muita diferença:

“Se o Senhor não edificar a casa, em vão trabalham os que edificam; se o Senhor não guardar a cidade, em vão vigia a sentinela. Inútil vos será levantar de madrugada, repousar tarde, comer o pão de dores, pois aos seus amados ele o dá enquanto dormem”. - Salmo 127:1,2

Embora o trabalho seja um meio de provisão, o qual Deus usa para prover seus filhos, fica clara a diferença entre quem alcança algo sozinho e quem o faz com a bênção do alto. Deus nunca quis que o homem tivesse a presunção de alcançar a prosperidade sozinho. Esforço e trabalho produzem resultados, mas isto só ainda não nos leva ao melhor de Deus. E quando quebramos princípios (como o povo de Deus fez nos dias de Ageu) além de não entrar na bênção, ainda produzimos o efeito inverso: atraímos maldição!

A prosperidade não é fruto só do esforço

Já desde a lei mosaica o Senhor prevenia seu povo a não ter a presunção de achar que alcançaria a prosperidade por si só:

“Guarda-te não te esqueças do Senhor, teu Deus, não cumprindo os seus mandamentos, os seus juízos e os seus estatutos, que hoje te ordeno; para não suceder que, depois de teres comido e estiveres farto, depois de haveres edificado boas casas e morado nelas; depois de se multiplicarem os teus gados e os teus rebanhos, e se aumentar a tua prata e o teu ouro, e ser abundante tudo quanto tens, se eleve o teu coração, e te esqueças do Senhor, teu Deus, que te tirou da terra do Egito, da casa da servidão... Não digas, pois, no teu coração: A minha força e o poder do meu braço me adquiriram estas riquezas. Antes, te lembrarás do Senhor, teu Deus, porque é ele o que te dá força para adquirires riquezas; para confirmar a sua aliança, que, sob juramento, prometeu a teus pais, como hoje se vê”. - Deuteronômio 8:11-14, 17 e 18

Ninguém deveria achar que prosperou sozinho a ponto de se esquecer de Deus. Cada pessoa deveria reconhecer a bênção do céu sobre si e ser grato por isto. No caso de esquecerem do Senhor, Ele usaria uma forma especial de chamar a atenção de seu povo: eles perderiam esta sua bênção.

O Senhor sempre corrige seu povo; não porque queira nos prejudicar, mas justamente porque nos ama e deseja o nosso melhor. Foi o que Ele fez nos dias do profeta Ageu; isto fica bem claro em suas palavras ao povo:

“Agora, pois, considerai tudo o que está acontecendo desde aquele dia. Antes de pordes pedra sobre pedra no templo do Senhor, antes daquele tempo, alguém vinha a um monte de vinte medidas, e havia somente dez; vinha ao lagar para tirar cinqüenta, e havia somente vinte. Eu vos feri com queimaduras, e com ferrugem, e com saraiva, em toda a obra das vossas mãos; e não houve, entre vós, quem voltasse para mim, diz o Senhor. Considerai, eu vos rogo, desde este dia em diante, desde o vigésimo quarto dia do mês nono, desde o dia em que se fundou o templo do Senhor, considerai nestas coisas. Já não há semente no celeiro. Além disso, a videira, a figueira, a romeira e a oliveira não têm dado os seus frutos; mas, desde este dia, vos abençoarei”. - Ageu 2:15-19

Vemos que a insuficiência se estabeleceu como uma maldição na vida do povo de Israel naqueles dias. O estoque de grãos se dissipava antes de ser consumido. Toda sorte de empecilhos à prosperidade se instalou impedindo a bênção financeira.

Todo esforço no trabalho era recompensado com perdas, mas assim que o povo decidiu retomar a edificação da casa de Deus, a frutificação começou a acontecer de fato! O Senhor disse que os abençoaria a partir daquele dia em que voltaram a investir seu tempo, trabalho e recursos no Reino de Deus.

O problema de Israel era um só: o egoísmo e a indiferença para com Deus. E este não é apenas um problema do passado. Há muitos cristãos hoje que estão presos em seu egoísmo e não conseguem pensar em outra coisa além de si mesmos. Quando nos recusamos a investir na casa de Deus é porque queremos usar aqueles recursos para nós mesmos. E Deus não pode abençoar esta atitude!

O Reino de Deus em primeiro

Este princípio da bênção ligada a atitude que temos para com as coisas de Deus não é uma injustiça cometida contra nós. Alguns acham que Deus (e/ou seus pregadores) nos ameaçam com problemas financeiros para nos coagir a dar. Mas ao instituir este princípio, o Senhor o fez para o nosso próprio bem. Quando damos a Deus, estamos quebrando a cadeia do egoísmo e nos colocando em um lugar onde Deus pode nos abençoar.

Jesus nos ensinou a não nos preocupar com o que havemos de comer, beber ou vestir (Mt.6:25). Não porque estas coisas não sejam importantes, mas por que a forma de obtê-las não é mediante esforço ou ansiedade, e sim por colocar os devidos princípios espirituais para operar em nosso favor. E isto inclui uma mudança de prioridades e valores em nossa vida:

“Mas buscai primeiro o Reino de Deus, e a sua justiça, e todas essas coisas vos serão acrescentadas”. - Mateus 6:33

Quando colocamos o Reino de Deus em primeiro lugar e nos importamos com as coisas d´Ele, o veremos se importando com aquilo que nos diz respeito. Isto nos leva de volta à duas das grandes leis que temos abordado neste livro: Dar e Receber e Semeadura e Ceifa.

Os abalos de Deus

Você já ouviu falar dos abalos de Deus? Eles são o modo como Deus faz com que nossas vidas sejam chacoalhadas para que as coisas abaláveis sejam removidas e as inabaláveis permaneçam. (Extraí parte do ensino a seguir de meu livro “O Agir Invisível de Deus”, onde abordo o assunto de forma mais detalhada que aqui).O autor da Epístola aos Hebreus foi divinamente inspirado para falar disto:

“Tende cuidado, não recuseis ao que fala. Pois, se não escaparam aqueles que recusaram ouvir quem divinamente os advertia sobre a terra, muito menos nós, os que nos desviamos daquele que dos céus nos adverte, aquele, cuja voz abalou, então, a terra; agora, porém, ele promete, dizendo: Ainda uma vez por todas farei abalar não só a terra, mas também o céu. Ora, esta palavra: Ainda uma vez por todas, significa a remoção dessas cousas abaladas, como tinham sido feitas, para que as cousas que não são abaladas permaneçam. Por isso, recebendo nós um reino inabalável, retenhamos a graça, pela qual sirvamos a Deus de modo agradável, com reverência e santo temor; porque nosso Deus é um fogo consumidor”. - Hebreus 12:25-29

Vemos que a rebeldia daqueles que não dão ouvidos à voz divina será repreendida com abalos. Note que não estamos falando sobre Deus recompensar a fidelidade com abalos, mas sim daqueles que rejeitam a voz de Deus, ou seja, sua Palavra. Disto falou o salmista:

“Deus... tira os cativos para a prosperidade; só os rebeldes habitam em terra estéril”. - Salmo 68:6b

O tratamento e correção de Deus nas nossas vidas vêm naquelas áreas onde ainda não estamos correspondendo com o que Ele diz em sua Palavra. O Senhor fala claramente sobre trazer seus abalos. O texto fala de abalos sísmicos, tremores de terra produzidos por terremotos. E simbolicamente mostrou que as perdas não são oriundas apenas de um saquitel furado, mas de abalos que Deus traz sobre seu povo.

Ageu foi a primeira voz profética que se levantou entre os israelitas depois do exílio na Babilônia. A reconstrução do templo fora interrompida, e estava parada por cerca de quinze anos; o povo não se envolvia na retomada da restauração dizendo que o tempo de reconstruir a casa de Deus ainda não havia chegado. Então o Senhor o envia com uma mensagem de repreensão ao seu povo, mostrando que enquanto não se importassem com o estado de Sua Casa, Ele prosseguiria abalando a vida financeira deles:

“Esperastes o muito, e eis que o muito veio a ser pouco, e este pouco, quando o trouxeste para casa, eu com um assopro o dissipei. Por quê? Diz o Senhor dos Exércitos; por causa da minha casa, que permanece em ruínas, ao passo que cada um de vós corre por causa da sua própria casa. Por isso os céus sobre vós retém o seu orvalho, e a terra os seus frutos. Fiz vir a seca sobre a terra e sobre os montes; sobre o cereal, sobre o vinho, sobre o azeite e sobre o que a terra produz; como também sobre os homens, sobre os animais e sobre todo o trabalho das mãos.” - Ageu 1:9-11

É estranho demais ver Deus dizendo que Ele fez com que o muito esperado se tornasse pouco na colheita de seu povo e, ainda, depois tenha assoprado sobre o pouco, fazendo-o dissipar-se. Não combina com a mensagem de prosperidade de nossos dias, Deus mandar os céus reterem o orvalho e a terra reter seu fruto; nem tampouco Ele fazer vir a seca! Mas Deus fez tudo isto. Por quê? Porque somente abalando as coisas naturais na vida de seu povo é que as coisas espirituais teriam seu lugar. Eles só estavam pensando em si mesmos e haviam abandonado a restauração da casa do Senhor; mas Deus conseguiu recuperar a atenção e serviço deles de uma forma muito especial.

Quando o escritor de Hebreus escreveu sobre as coisas abaláveis serem removidas, ele falou sobre as inabaláveis permanecerem e então acrescentou que temos recebido um reino inabalável! Ou seja, quando estamos sufocando as coisas espirituais por uma dedicação dirigida somente ao que é natural, Deus pode fazer tremer o que é abalável, o natural, para que caindo estas coisas, permaneça em nossas vidas aquilo que é espiritual, e então nossa reconstrução poderá começar a partir deste ponto.

De nada adianta edificarmos somente para nós mesmos; devemos edificar para o Senhor em nossas vidas, pois quando os abalos de Deus vierem, só ficará de pé o que construímos para o Senhor, e o que é nosso, humano, cairá. Em Lucas 14:28-30 Jesus assemelhou a vida cristã à edificação de uma torre, mostrando que no plano espiritual também edificamos.

Tenho percebido isto não só em minha própria vida e igreja, mas também em contato com muitas outras igrejas e pastores. É um fato. Tal qual nos dias de Ageu, quando nos esquecemos das coisas de Deus e queremos buscar somente as nossas próprias, Deus não somente deixa de ter um compromisso de nos abençoar, como pode nos julgar e disciplinar, uma vez que a responsabilidade de edificar o reino de Deus é nossa.

Porém, quando procedemos de forma correta, e colocamos o Senhor em primeiro lugar, tudo muda. A benção e a provisão divina fluem milagrosa e abundantemente. Por que Deus estava sacudindo as finanças do seu povo naqueles dias depois do exílio?

Porque os israelitas haviam se tornado egoístas e descomprometidos com o reino de Deus, e o propósito destes abalos era mudar a atitude do povo. Quando compreenderam que os abalos eram uma forma de Deus fazê-los voltar a investir em sua casa, eles se animaram a obedecer sobre uma promessa divina de que então a prosperidade viria sobre eles. Em uma de suas profecias, Ageu deixa claro que os abalos visavam trazer para Deus os recursos para a restauração de sua casa:

“Pois assim diz o Senhor dos Exércitos: Ainda uma vez, dentro em pouco, farei abalar o céu, a terra, o mar, e a terra seca; farei abalar todas as nações e as cousas preciosas de todas as nações virão, e encherei de glória esta casa, diz o Senhor dos Exércitos. Minha é a prata, meu é o ouro, diz o Senhor dos Exércitos. A glória desta última casa será maior do que a primeira, diz o Senhor dos Exércitos; e neste lugar darei a paz, diz o Senhor dos Exércitos.” - Ageu 2:6-9

Deus nunca está contra o seu povo. Estes abalos visavam corrigi-los e tratá-los, não destruí-los. Tão logo voltaram a cumprir a vontade de Deus, foram abençoados. Quando o livro de Hebreus fala sobre os abalos de Deus, fala também sobre “retermos a graça” (Hb.12:28), pela qual servimos a Deus de forma agradável. Reter significa não perder, não desperdiçar. Isto nos mostra que mesmo em meio aos abalos divinos, podemos estar sob a graça de Deus, desde que não nos rebelemos insistindo em deixar nossos valores invertidos, de forma contrária aos valores da Palavra. Quando somos abalados pelo tratamento divino, devemos corresponder em obediência e mudança de mente, de atitude; ao obedecermos, a disciplina dará lugar à benção do Senhor.

Foi nestes mesmos dias e condição que Malaquias também foi usado por Deus para profetizar ao povo e desafiá-lo a honrar o trabalho de reconstrução da casa de Deus; e ele falou inspirado pelo Espírito Santo que, à medida que o povo voltasse a dar os dízimos e ofertas, Deus abriria as janelas do céu e derramaria uma benção tal que não seria igualada a nenhuma outra (Ml.3:8-12)! Embora Deus tenha abalado a vida financeira deles, fez isto somente até que voltassem a priorizar o reino de Deus. Abalou as coisas abaláveis para que as inabaláveis permanecessem.

Talvez sua vida esteja sendo abalada pelo Senhor e você não sabe o que fazer; aliás, não há realmente nada a fazer quando os abalos divinos chegam a não ser permanecer firme e reconstruir a partir do que sobrou. Deus quer mudar seus valores, levando-te a colocar o reino d’Ele em primeiro lugar e, quando o fazemos, o processo é invertido e então Ele nos abençoará e nos levará à reconstrução de tudo o que ruiu, porém, com novos alicerces.

Para muitos de nós é difícil ver Deus agindo em meio a um desmoronar geral em nossa vida. É lógico que não estamos falando do melhor de Deus para nós, e sim de correção. O plano do Senhor é nos abençoar, nos fazer o melhor. Creio que o Pai prefere não ter que abalar nossas vidas. Contudo, pela dureza de nossos corações e tão somente por causa da nossa própria obstinação é que Ele nos trata desta maneira. Não haveria abalos corretivos se não nos desviássemos de sua vontade; eles sempre ocorrem quando algo está errado na nossa forma de agir.

E a intensidade dos abalos sempre virá na proporção direta da nossa distorção de valores ou da nossa resistência ao Senhor e seu plano; não será maior e nem menor do que aquilo que necessitamos. Portanto, já é hora de mudarmos nossa postura quanto à questão de investir na obra do Senhor. Ele honra aqueles que o honram, mas aos que o desprezam, Ele também os desprezará (I Sm.2:30)!

terça-feira, 10 de agosto de 2010

O Evangelho em Gênesis




O Evangelho em Gênesis

Freqüentemente usamos o termo bastante familiar evangelho ou boas novas.
Onde, na Bíblia o termo aparece pela primeira vez? A resposta poderá causar surpresa
Uma Mensagem Completa
A grande descoberta é que a Bíblia é um sistema de mensagens, não simplesmente 66 livros escritos por 40 pessoas há milhares de anos. A Bíblia é inteiramente coerente na sustentação da evidência de uma direção sobrenatural, em cada detalhe.
Os rabinos judeus têm uma curiosa maneira de expressar esta idéia: dizem que não compreenderão as Escrituras até a vinda do Messias. Mas, quando Ele vier, não somente interpretará para nós cada passagem, Ele interpretará o verdadeiro sentido das palavras. Interpretará o exato significado de cada uma das letras e até mesmo cada espaço entre elas!
Quando ouvi isto pela primeira vez, considerei como uma exagerada e colorida expressão, até que reli Mateus 5:17, 18:

“Não cuideis que vim destruir a lei ou os profetas: não vim ab-rogar, mas cumprir.
Porque em verdade vos digo que, até que o céu e a terra passem, nem um jota ou um til se omitirá da lei, sem que tudo seja cumprido." Mateus 5.17-18

(Um jota e um til equivalem, no hebraico, ao ponto colocado em nosso i e o corte de um t.)
Um Exemplo
Podemos vislumbrar um exemplo extraordinário no capítulo 5 de Gênesis, onde temos a genealogia de Adão até Noé. Este é um daqueles capítulos que freqüentemente passamos rapidamente por cima, como outros capítulos deste livro, por considerá-los serem simplesmente uma genealogia.
Mas Deus recompensa o estudante aplicado. Examinemos este capítulo com mais atenção.
Em nossa Bíblia podemos ler os nomes transliterados do hebraico. O que estes nomes realmente significam?
Um Estudo das Raízes Originais
O significado dos nomes próprios pode ser uma busca bastante difícil, visto que uma tradução direta não é comumente oferecida. Mesmo um dicionário léxico convencional do hebraico pode nos trazer desapontamentos. Entretanto, um estudo das raízes originais é gratificante para percebermos fascinantes detalhes. (Um alerta: muitos auxiliares para o estudo, como um dicionário léxico convencional, podem ser bastante superficiais ao tratar de nomes próprios. Alem disto, as opiniões acerca do significado das raízes originais não estão isentas de controvérsias e variações de interpretações.)
Tomemos um exemplo.
O Julgamento do Dilúvio
Matusalém vem de muth, uma raiz que significa "morte"; 1 e de shalach, significando trazer, ou trazer em seguida. O nome Matusalém significa, "sua morte trará" 2.
O pai de Matusalém profetizou a vinda do Grande Dilúvio, e certamente foi dito que enquanto seu filho estivesse vivo, o julgamento do dilúvio seria contido, mas, assim que ele morresse, o dilúvio chegaria ou seria enviado.
Você pode imaginar uma criança como ele? Toda vez que o menino pegasse um resfriado, a vizinhança toda entrando em pânico!)
E, realmente, o dilúvio veio no ano em que morreu Matusalém.3
Interessante é que a vida de Matusalém, efetivamente, é um símbolo da misericórdia divina em adiar a vinda do julgamento do dilúvio.
Portanto, é bastante significativo o tempo de vida da pessoa que mais viveu na Bíblia, apontando para a extensão da misericórdia de Deus.
Os Outros Nomes
Se o nome de Matusalém tem tão grande significado, examinemos os outros nomes para vermos o que pode estar por trás deles.

• Adão
O nome de Adão significa homem. Como o primeiro homem, criado por Deus, ele era perfeito e completo.
• Sete
O filho de Adão foi chamado Sete, o qual significa apontado, ou mostrado. Eva disse, "Deus me deu (mostrou, apontou) outro filho em lugar de Abel; porquanto Caim o matou”. 4
• Enos
O filho de Sete foi chamado Enos, que significa mortal, fraco ou miserável. Vem da raiz anash, ser incurável, usado para tristeza, sofrimento, desgraça, doença ou perversidade.
Foi nos dias de Enos que o homem começou a corromper o nome do Deus Vivo.5
• Cainã
O filho de Enos recebeu por nome Cainã, que significa aflição, lamentação ou desgraça. (Uma definição mais precisa é de certa maneira difícil; algumas fontes de auxílio ao estudo infelizmente presumem que Queneu é sinônimo de Cainã.)
Balaão, olhando dos altos de Moabe, faz um trocadilho com o nome dos Queneus, quando profetizou sua destruição. 6
Não temos uma idéia precisa de como estes nomes foram escolhidos para seus filhos. Muitas vezes estavam ligados às circunstâncias do nascimento, etc.
• Maalalel
O filho de Cainã foi Maalalel, que vem de Mahalal, que significa santo, abençoado ou glorificado; e El, o nome para Deus. Assim Maalalel significa o Santo Deus. Muitas vezes, em Hebraico, os nomes incluem El, o nome de Deus, como Dan-i-el, "Deus é meu Juiz", etc.
• Jerede
O filho de Maalalel recebeu o nome de Jerede, do verbo yaradh, significando descerá. 7
• Enoque
O filho de Jarede foi chamado Enoque, que significa ensino, instrução ou começo. Ele foi o primeiro de quatro gerações de pregadores. De fato, a mais antiga profecia registrada foi transmitida por Enoque, a qual maravilhosamente trata da Segunda Vinda de Cristo (visto que é lembrado no livro de Judas, no Novo Testamento - Jd 14, 15 ):

"E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos;
Para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele." Jd 14-15

• Matusalém
Enoque foi o pai de Matusalém, como já mencionamos. Enoque andou com Deus depois de ter gerado Matusalém 8. Aparentemente, Enoque recebeu a profecia do Grande Dilúvio, que declarava que tantos anos quantos seu filho tivesse de vida, o julgamento do dilúvio seria contido. No ano em que Matusalém morreu, veio o dilúvio.
Enoque, certamente nunca morreu, foi trasladado 9 (ou, se você perdoará a expressão, raptado). É como Matusalém, o homem mais velho citado na Bíblia, morreu antes de seu pai!
• Lameque
O filho de Matusalém recebeu o nome de Lameque, uma raiz hoje mais evidente, significando aflição ou lamentação.
Lameque sugere ausência de esperança. (Este nome também é ligado ao Lameque da linha de Caim, que inadvertidamente matou seu filho Tubalcaim em um acidente de caça.10)
• Noé
Lameque, é claro, é o pai de Noé, nome este derivado de nacham, trazer alívio ou conforto, como o próprio Lameque explica em Gênesis 5:29.

A Composição da Lista
Vamos agora juntá-los todos:

Hebraico Português
Adão Homem
Sete Apontado, determinado
Enos Mortal
Cainã Desgraça, pena, aflição
Maalalel O Santo Deus
Jerede Descerá
Enoque Ensinando
Matusalém Sua morte trará
Lameque Desesperado, sem esperança
Noé Descanso ou conforto

Isto é realmente extraordinário:
(Ao) Homem (está) determinado mortal penalidade; (mas) o Santo Deus descerá ensinando (que) Sua morte trará (ao) sem esperança, (o) descanso.
Eis aqui o Evangelho oculto na genealogia de Gênesis!
(Você nunca me convencerá que um grupo de rabinos judeus tramou a ocultação do Evangelho do Messias em uma genealogia de sua venerável Torá!)
Evidência do Propósito
A implicação desta revelação é que o propósito é mais amplamente desenvolvido do que aparenta à primeira vista.
Fica demonstrado desde os primeiros capítulos do Livro de Gênesis, que Deus já havia determinado completamente Seu plano de redenção para a grave situação da humanidade. É uma história de amor, escrita com sangue em uma cruz de madeira, erguida na Judéia há quase 2000 anos.
A Bíblia é um completo sistema de mensagens, o resultado de um planejamento sobrenatural. Cada número, cada nome de lugar, cada detalhe, cada jota e til aí está para nosso aprendizado, nossa descoberta, e nosso assombro. Verdadeiramente, nosso Deus é um Deus impressionante.
É admirável descobrir quantas controvérsias bíblicas parecem evaporar por um simples reconhecimento da unidade e integridade destes 66 livros, escritos por 40 escritores há mais de mil anos.
É extraordinário quantas descobertas sutis estão por trás de pequenos detalhes do texto. Alguns deles tornam-se imediatamente óbvios, com um pequeno estudo; outros são mais técnicos e necessitam pesquisas mais acuradas.
Muitas dessas descobertas são descritas em nosso Pacote Resumido, Beyond Coincidence (Além da Coincidência). Algumas são também destacadas em nosso recente livro The Creator Beyond Time and Space (O Criador além do Tempo e do Espaço).
Olhe atrás de cada detalhe: há descobertas a serem feitas! Deus sempre recompensa o estudante aplicado. Quais outras mensagens podem estar ocultas nos nomes da Bíblia? Verifique!

Bibliografia:
Eastman, Mark, and Missler, Chuck, The Creator Beyond Time and Space, The Word for Today, Costa Mesa CA, 1995.
Jones, Alfred, Dictionary of Old Testament Proper Names, Kregel Publications, Grand Rapids MI, 1990.
Kaplan, Rabbi Aryeh, The Living Torah, Maznaim Publishing Corporation, Jerusalem, 1981.
Pink, Arthur W., Gleanings in Genesis, Moody Bible Institute, Chicago IL, 1922.
Missler, Chuck, Beyond Coincidence (audio briefing package with notes), Koinonia House, Coeur d Alene ID, 83816, 1994.
Rosenbaum, M., and Silbermann, A., Pentateuch with Onkelos's Translation (into Aramaic) and Rashi s Commentary, Silbermann Family Publishers, Jerusalem, 1973.
Stedman, Ray C., The Beginnings, Word Books, Waco TX, 1978.

Fontes:
1- Muth, morte, ocorre 125 vezes no Antigo Testamento.
2- Veja Pink, Jones, e Stedman na bibliografia.
3- Matusalém tinha 187 anos quando gerou Lameque, e viveu mais 782 anos. Lameque gerou Noé quando tinha 182 anos (Gênesis 5:25-28). O Dilúvio veio no 600º ano de Noé (Gênesis 7:6, 11). 600 + 182 = 782 idade de Lameque, o ano em que Matusalém morreu.
4- Gênesis 4:25.
5- Gênesis 4:26 é freqüentemente traduzido de forma incorreta. Targum of Onkelos:...renunciou às orações em o nome ; Targum de Jônatas: designou seus ídolos em o nome... ; Kimchi, Rashi, e outros antigos comentaristas judeus concordam. Jerônimo indicou que esta era a opinião de muitos judeus de sua época. Maimônides, Comentários na Mishná (constitui uma parte do Talmude), 1168 d.C., atribuem a origem da idolatria aos dias de Enos.
6- Números 24:21, 23.
7- Muitas autoridades sugerem que esta pode ser uma alusão aos Filhos de Deus que desceram para corromper as filhas dos homens, resultando nos Nefilim (Caídos) de Gênesis 6. Isto foi discutido em nosso artigo do mês passado (janeiro de 1996), e também revisto em nosso pacote resumido, The Flood of Noah (O Dilúvio de Noé).Gênesis 5:24.
8- Gênesis 5:21, 24.
9- Gênesis 5:24.
10- Gênesis 4:19-25; princípios rabínicos, re: Kaplan, et al.

Nota do tradutor:
Na página 26 de The Companion Bible - Samuel Bagster and Sons Limited, London - Reprinted by permission of The Bullinger Publications Trust - 1964, 1970, 1974 - Printed in Great Britain by Lowe and Brydone (Printers) LTD, Thetford, Norfolk com texto da Versão Autorizada de 1611, com notas críticas e explicativas e 198 apêndices, consta o seguinte no Apêndice 21 acerca de ENOS (Gn 4:26) “...começou a invocar o nome do SENHOR.”. “... então se começou a invocar o nome do SENHOR (JEOVÁ).”
Se isto se refere à adoração a Deus, não corresponde à verdade: Abel e Caim, ambos iniciaram, e seus descendentes, sem dúvida, seguiram seus exemplos.
Na realidade, ali foi iniciada a profanação do nome de Jeová. Começaram a chamar coisas pelo nome de Jeová. Na Versão Autorizada inglesa há a sugestão “a si mesmos”, na margem. Mas, a maioria dos antigos comentaristas judeus supre esta elipse pelas palavras “seus deuses”, sugerindo que eles denominavam deuses as estrelas e seus ídolos, e os adoravam.
O Targum de Onkelos explica: “naqueles dias os filhos dos homens abandonaram as orações em Nome de Jeová.”
O Targum de Jônatas diz: “Aquela foi a geração em cujos dias começou o engano, fazendo eles seus próprios ídolos e os chamando pelo nome de Jeová”.
Kimchi, Rashi, e outros antigos comentaristas judeus concordam com isto. Rashi diz: “Então houve profanação na invocação do nome de Jeová”.
Jerônimo afirma que esta era a opinião de muitos judeus, seus contemporâneos.
Maimônides, em seu Comentário na Mishná (que constitui uma parte do Talmud), ano 1168 d.C., em uma longa pesquisa sobre idolatria, mostra que considera mais provável a origem da idolatria na época de Enos.
O nome Enos concorda com isto, pelo seu significado: fraco, débil, doente, incurável. Os filhos dos homens, como “Enos”, são assim chamados por semelhante razão

“Que é o homem, para que tanto o engrandeças, e ponhas nele o teu coração”. Jó 7:17

“Que é o homem, para que seja puro? E o que nasce da mulher, para ser justo?”. Jó 15:14

“Põe-os em medo, Senhor, para que saibam as nações que são formadas por meros homens.” Sl 9:20

“Quanto ao homem, os seus dias são como a erva, como a flor do campo assim floresce.” Sl 103:15

“Quanto ao que viste do ferro misturado com barro de lodo, misturar-se-ão com semente humana, mas não se ligarão um ao outro, assim como o ferro não se mistura com o barro.” Dn 2:43

Ver Ap 14.
Se Jônatas, o neto de Moisés, veio a ser o primeiro sacerdote idólatra em Israel (Veja Juízes 18:30), porque seria de se admirar que Enos, o neto de Adão, tenha introduzido a idolatria na humanidade?
Além disso, que “pecado” cometeu Enoque, “o sétimo após Adão” ao profetizar, conforme Judas 14 e 15 (“E destes profetizou também Enoque, o sétimo depois de Adão, dizendo: Eis que é vindo o Senhor com milhares de seus santos; para fazer juízo contra todos e condenar dentre eles todos os ímpios, por todas as suas obras de impiedade, que impiamente cometeram, e por todas as duras palavras que ímpios pecadores disseram contra ele.”) se a pureza na adoração iniciou-se nos dias de Enos, ao invés da profanação na invocação do nome de Jeová?
Certamente esta é uma evidência suficiente de que esta profanação do nome de Jeová foi a razão pela qual Enoque profetizou juízo contra os homens.